top of page
A Grande Farsa: Como Moro Enganou o Brasil e Ficou Rico
Direção: Joaquim de Carvalho e Max Alvim (2022)
O erro de Sérgio Moro ao prender Lula, por Simão Zygband
As ligações perigosas de um juiz suspeito, por Carlos Alberto Mattos
A Grande Farsa 2.jpeg
O erro de Sérgio Moro ao prender Lula
por Simão Zygband

Assisti no último sábado (26), com intensa curiosidade, o documentário A Grande Farsa – Como Moro Enganou o Brasil e Ficou Rico, fruto da investigação e produção de Joaquim de Carvalho, um brilhante e destemido jornalista.

​

Joaquim, que é autor de outro corajoso documentário, Bolsonaro e Adélio: uma Fakeada no Coração do Brasil – que chegou a 1,6 milhão de visualizações no Youtube - é o que podemos chamar de verdadeiro repórter investigativo, cada vez mais raro no jornalismo brasileiro, que hoje se limita a ser um reprodutor de releases (reproduz o que as assessorias de imprensa lhe passam). 

​

Trata-se de um documentário imprescindível para entender como o juiz farsante Sérgio Moro, que ao invés de julgar produz provas contra os réus, construiu uma carreira meteórica com decisões autocráticas e autoritárias, perseguindo indivíduos e empresas, apesar de leniente com reais criminosos como doleiros, traficantes e corruptos que desviaram o dinheiro público.

​

Para chegar a ser o “cérebro” da chamada operação Lava Jato, que destruiu a economia brasileira com perdas avaliadas em R$ 172 bilhões e sendo responsável direto por 4,4 milhões de fechamentos de postos de trabalho, Sérgio Moro fez uma espécie de “treinamento” com empresas paranaenses que proporcionaram grande visibilidade de mídia e praticamente as levaram à falência.

​

Desta forma, Moro realizou na Petrobras o seu principal alvo da operação Lava Jato, o que já havia produzido contra outras empresas de menor porte, sempre com decisões arbitrárias, que não proporcionavam direito de defesa àqueles que ele decidia, na marra, que seriam réus.

​

De professor a ministro da Justiça

​

A nova produção conta a trajetória de Sergio Moro, de professor a juiz de primeira instância e depois ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e seu modus operandi em todas essas fases: o uso de personalidades conhecidas para ganhar notoriedade na imprensa. E principalmente: como ele enriqueceu com essa estratégia, culminando na sua consultoria à empresa Alvarez & Marsal, já vista como uma espécie de recompensa pela atuação na Operação Lava Jato.

​

“É um desafio muito grande mostrar os sinais exteriores de riqueza de Sergio Moro. É uma pauta absolutamente necessária, porque, pela atuação dele na Lava Jato, o Brasil empobreceu. Vamos mostrar também como ele adquiriu esse poder. Como um juiz de primeira instância do Paraná promoveu uma guerra contra o país”, diz Joaquim de Carvalho logo no início do filme.

​

Mas Moro, um alpinista social que se tornou milionário às custas de abusos de poder (ou por se omitir em julgamentos), decidiu dar a sua cartada mais espetacular, justamente em um ícone da esquerda brasileira e quiçá mundial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem proporcionou ilegais 580 dias de prisão na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

​

Investigação e chantagem de pessoas inocentes, além de proteção de pessoas culpadas – mas estratégicas para seus objetivos – tendo à sua mão um esquema que inclui operadores de diferentes instituições e empresários. É isso que o filme mostra, com detalhes, numa linha do tempo que chega à destruição da reputação do ex-presidente Lula até tirá-lo das eleições e levá-lo à prisão.

​

Sérgio Moro, que se enchia de orgulho de ter prendido Lula, não imaginava a força política e de carisma do ex-presidente. No seu raciocínio primário e rasteiro, que somente tinha olhos para alcançar os seus objetivos mesquinhos, não dimensionou o tamanho do risco do que estava realizando, e que, como na lei da física, a toda ação existe uma reação.

​

Hoje Lula, fortalecido, lidera as pesquisas de intenção de votos nas pesquisas para a presidência da República e o ex-juiz Sérgio Moro, considerado como parcial nos seus julgamentos, amarga de 6 a 8%, índices muito baixos para quem foi considerado um “superman” pelos seus fanáticos ex-apoiadores.

​

Que Sérgio Moro seja julgado e punido pela força da lei que ele tanto vilipendiou.

​

>> Publicado originalmente no site Construir Resistência em 28.3.2022.

​

Leia também:

As ligações perigosas de um juiz suspeito, por Carlos Alberto Mattos

​

​

   © 2023 por Gabriel Costa. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Ícone do Facebook Preto
  • Ícone do Twitter Preto
  • Ícone do Youtube Preto
  • Ícone do Instagram Preto
bottom of page